Jantar romântico em Santorini

Mais um da série de posts especiais sobre o nosso Casamento Grego em Santorini! O segundo dia de festa continua:

Chegamos no hotel ainda agitados com os acontecimentos daquela manhã. E para o casal de noivos mais animado da Grécia, tudo era festa e piada. Era hora de descansar um pouco e nos prepararmos para o que viria a seguir.  Para mim seria um ensaio de fotos externas e para o André era um wine tasting no Santo Winery. Esse foi o único jeito que consegui convencê-lo a fazer as fotos: estaríamos admirando o pôr do sol e bebendo ótimo vinho, enquanto Bianca Ramos fazia seu mágico trabalho em cliques fantásticos e espontâneos. Coloquei meu segundo vestido de noiva grega, cheio de bordados, na cor champagne e soltei meu cabelão para caprichar nas fotos. O resultado ficou um belo ensaio natural na caldera de Santorini que era exatamente o que eu queria e ainda vi que eu noivo estava super feliz curtindo cada minuto daquele fim de tarde. Como estávamos na Santo Winery , de longe, vimos a tenda de cerimônia de casamento montada enquanto a noiva se aproximava e os convidados se levantavam. Nossa, que emoção, que momento lindo. E em menos de dois dias, seríamos nós a desfilar pelo tapete vermelho da caldera.

Enquanto isso, no outro extremo da ilha, nossos convidados acompanhados pela Virna estavam se apaixonando pelas ruelas de Oia. Em uma tarde de setembro bonita como aquela, com a ilha ainda muito cheia, imagino que não foi fácil encontrar um cantinho para cada um dos 120 convidados curtir o pôr do sol. E apesar de todas as emoções e complicações que aquela manhã teve, o resultado do final da tarde na vila foi muito positivo. Cada um, à sua maneira e em seu tempo, se encontrou e conquistou um lugar no coração de Oia para admirar e capturar um daqueles momentos que nenhuma câmera podia reter. Posto algumas fotos de Linda Vukaj do por do sol em Oia e de Bianca Ramos do nosso ensaio em Pyrgos, na Santo Winery.

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O segundo dia de festa tinha sido intenso mas ainda faltava a melhor parte: um grande jantar grego em uma taverna em Pyrgos. Só eu e minha mãe sabemos o tanto que foi difícil achar um restaurante que pudesse acomodar bem nossos 120 convidados. Mandei email para muitos lugares que já conhecia, encontrei outros em fóruns da internet e no final, nossa wedding planner salvou o evento com a indicação dessa taverna. O local é enorme e têm quatro ótimos salões para casamentos (eu falo mais desse lugar no meu post ..). Eu e André chegamos primeiro no restaurante e logo fomos muito bem recebidos pelo dono e seu staff, que pareciam estar muito orgulhosos de receber um grupo greco-brasileiro tão grande como o nosso. Nossos queridos convidados chegaram e a magia e animação tomou conta do lugar quando abraçamos e cumprimentamos cada um deles. Ainda não tínhamos tido a chance de falar com cada um e aquele momento de agradecimento foi muito especial para mim. Não é fácil e nem barato voar até a Grécia para 4 dias de festa e nós nos sentimos muito abençoados de ter conseguido reunir um grupo tão eclético e tão carismático em Santorini. Vinho da casa e comida grega deliciosa na mesa, nos preparamos para fazer nossos discursos naquela mesma noite, já que a emoção no ar era tanta que eu acho que não aguentaria falar meus votos no dia da cerimônia. Valeu a tentativa, mas também mal consegui falar o que tinha decorado e acabei desviando o assunto completamente rsrsrs (ok, faz parte do não programado). Já o meu marido arrasou nas declarações e arrancou lágrimas de todos os lados. Chamamos nossos pais e padrinhos também e nos abraçamos, corações em harmonia. Terminado os discursos, o dono do restaurante pediu para falar comigo do lado de fora do nosso salão. Algo em mim já sabia o que esperar. Eu morei na ilha de Santorini a alguns anos atrás, eu relacionei com pessoas, eu tive uma loja e eu fui uma noiva. Depois que me despedi da ilha como moradora, retornei algumas vezes mas já imaginava que não poderia passar despercebida na ilha por tantas vezes consecutivas. O senhor me perguntou qual o meu sobrenome e repetiu: “Sarantopoulos!”, ele me reconheceu e me levou para cumprimentar duas meninas que estavam vestidas como dançarinas da ilha. Eu já sabia do que se tratava. “Ah, então você voltou para a ilha para se casar”, disse a mais velha que era a professora de danças do bairro que eu morava. “Voltei sim, vou me casar com um brasileiro”, eu respondi, orgulhosa da minha decisão. “Eu sei. Vamos dançar no seu casamento amanhã”, respondeu a mais nova com quem convivi por quase dois anos. “Os meninos estão bem?”, eu pergunto sem precisar citar nomes. “ Sim, estamos casados e ele e o irmão estão lá embaixo”, diz a mais nova, minha ex-cunhada. “ Mande felicidades para todos, eu preciso voltar para dentro”, respondi apressada. Mas fui sincera. “Seja muito feliz. E até amanhã”, elas responderam e se despediram.  E agradeci a Deus por aquele necessário encontro, que iluminou tudo que ainda poderia estar às sombras. Recuperada de mais uma surpresa, voltei tranquila para o salão, para dançar um último Zorba antes de me tornar uma Veneziani.

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